Podemos fazer psicoterapia em parentes?

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19/02/2020

Podemos? O que você acha?

Pois tenho ouvido esta pergunta frequente de meus alunos. Na maioria, são os recém formados, com o consultório vazio e sem experiência, e ficam muito confusos para responder esta questão.

Mas alguns, já com clientes e alguma experiência, também me questionam isto, portanto, não parece ser questão de experiência e número de clientes.

Parece mais uma dúvida cabível.

Pois, quer saber qual a minha resposta? Não devemos atender estas pessoas, e sim encaminhar para um colega capacitado e de confiança.

 

O motivo? Um dos pilares da psicoterapia é a Neutralidade do psicoterapeuta para com seu cliente. Não consigo esta esperada Neutralidade quando conheço a história e nutro já algum tipo de sentimento por estas pessoas. Assim, é de se esperar, que, de alguma forma, possamos pender para tomar algum partido racional, ou mesmo sentimental, quando escutamos o conflito do amigo ou do parente. Podemos ter receio de falar o que realmente pensamos da situação que ele apresenta, o que é o papel do psicoterapeuta, e perdermos seu carinho, ou brigarmos com ele.

Já, com um desconhecido será muito mais difícil eu ter receio de dar algum tipo de intervenção terapêutica desde que caiba na situação, e não terei qualquer receio de perder sua amizade ou romper um vínculo familiar.

Acho muito mais confortável e seguro atender desconhecidos.

O que você acha? Fala prá mim!

Envie sua resposta para o e-mail: cepsirj@gmail.com

Aguardo ansiosa sua opinião!

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